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NOTÍCIAS - Sedentarismo é duas vezes mais mortal do que obesidade - por Ana Beatriz de Melo A Del Tio

O sedentarismo é duas vezes mais mortal do que a obesidade, releva um novo estudo britânico. Ele reforça, com isso, que manter a prática regular de atividade física é até mais importante do que controlar o peso quando o assunto é longevidade. E que apenas uma caminhada diária pode reduzir o risco de várias doenças: câncer e problemas cardiovasculares estão na lista.


Publicada ontem na revista “American Journal of Clinical Nutrition”, a pesquisa acompanhou mais de 334 mil indivíduos ao longo de 12 anos. Ao longo desse tempo, eles mediram periodicamente peso, altura e circunferência da cintura. Além disso, dividiram os participantes conforme a quantidade e intensidade de atividade física semanal. Ao final, os pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, viram que a redução do risco de morte prematura era mais intensa quando comparados inativos e quem praticava pouco exercício do que pessoas que já se exercitavam em menor ou maior intensidade. Os autores estimam que fazer o equivalente a apenas 20 minutos de uma caminhada rápida por dia — queimando em torno de cem calorias — já reduziria esse risco entre 16% e 30%.

— É uma mensagem simples: apenas uma pequena quantidade de atividade física por dia pode ter um impacto substancial nos benefícios de saúde para pessoas que hoje são fisicamente inativas — recomendou Ulf Ekelund, professor do Conselho de Pesquisa Médica da Universidade de Cambridge e autor do estudo. — De qualquer forma, o que devemos incentivar é a prática regular e moderada.

Problema de saúde pública

O estudo ainda analisou 9,2 milhões de registros de morte na Europa. Destes, 337 mil eram relacionados à obesidade, enquanto que 676 mil poderiam estar ligados ao sedentarismo.

Professor visitante do Instituto do Coração da UFRJ, Cláudio Gil Araújo lembra que o impacto do sedentarismo é grande porque o número de sedentários já supera os 60% da população brasileira, e em outros países há níveis igualmente alarmantes.

— Como o sedentarismo é muito comum, acaba se tornando um problema de saúde pública — afirma.

O médico diz que o pior dos cenários é o obeso que não pratica atividade física. Mas concorda que antes um gordinho ativo do que um magro sedentário.



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