LabClínicas

NOTÍCIAS - Resfriar corpo após parada cardíaca pode reduzir risco de lesão cerebral Método é a nova recomendação da Academia Americana de Neurologia (AAN) - por Ana Beatriz de Melo A Del Tio

Resfriar o corpo de um paciente que tenha passado por uma parada cardíaca e está em coma pode reduzir os danos cerebrais decorrentes do quadro, de acordo com uma nova recomendação da Academia Americana de Neurologia (AAN). A diretriz é resultado de uma extensiva revisão bibliográfica sobre o tema, pubilcada nesta quarta-feira no periódico da entidade, "Neurology".



Paradas cardíacas interrompem o fluxo de sangue e oxigênio para o cérebro, o que pode causar grandes danos ao órgão. Quanto mais tempo o coração fica parado, maiores são os riscos deste dano ou até mesmo de morte. O resfriamento do corpo, através de pacotes gelados e cobertores especiais por exemplo, demonstrou resultados satisfatórios na contenção destes efeitos.

"As pessoas que estão em coma depois de serem ressuscitadas de uma parada cardíaca exigem cuidados neurológicos e médicos complexos, e os neurologistas podem desempenhar um papel fundamental na melhoria dos resultados proporcionando o resfriamento corporal", afirmou em nota Romergryko G. Geocadin, professor da Universidade Johns Hopkins e membro da AAN.

A recomendação da associação sugere que parentes consultem a equipe médica sobre a indicação do procedimento para o paciente internado.

Para a publicação, 11 especialistas se debruçaram sobre trabalhos dos últimos 50 anos sobre o tema. Dois tipos de tratamento se mostraram especialmente eficazes. Um deles, chamado hipotermia terapêutica, reduz a temperatura corporal para a faixa de 32ºC a 34ºC por 24 horas; outro, denominado gerenciamento direcionado da temperatura, consiste na manutenção do corpo em 36ºC por 24 horas, seguido de aquecimento para 37,5ºC por oito horas.

"Embora tenha havido debates sobre qual o melhor protocolo de resfriamento, a nossa diretriz avaliou que ambas as terapias têm mostrado o mesmo resultado", disse Geocadin.

A diretriz da AAN recomenda também que estudos futuros tentem encontrar temperaturas ideais e taxas de resfriamento e reaquecimento do corpo, bem como examinar quais métodos funcionam melhor.


1



Leia mais: https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/resfriar-corpo-apos-parada-cardiaca-pode-reduzir-risco-de-lesao-cerebral-21319966#ixzz4h9HSMsTv 
stest