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NOTÍCIAS - Profissionais brasileiros sacrificam o sono para cumprir compromissos - por Ana Beatriz de Melo A. Del Tio

Mais de um quarto dos profissionais brasileiros (27%) sacrifica o sono para dar conta dos compromissos do dia a dia, principalmente dos projetos do trabalho, seja acordando mais cedo ou passando noites em claro. É o que aponta pesquisa da Regus, empresa líder mundial em soluções para flexibilizar os ambientes corporativos, que atende a organizações como Google, Nokia e GlaxoSmithKline. Além disso, mostra o levantamento, 13% acreditam que precisam compensar o tempo gasto para tratar de assuntos pessoais.

Para os entrevistados, esquemas flexíveis de trabalho os ajudariam a dormir mais. Se pudessem economizar tempo no deslocamento para o escritório (30%) e ter flexibilidade em relação ao local de trabalho (27%), os profissionais teriam mais disponibilidade para seus compromissos, e, consequentemente, ficar um pouco mais na cama. No entanto, pouco mais da metade deles (56%) acredita que as empresas recompensam seus gestores pelo incentivo à flexibilidade. Além das vantagens para os profissionais, as próprias empresas se beneficiariam da flexibilidade, que, de acordo com os trabalhadores ouvidos, melhora a produtividade (75%) e ajuda a reter talentos (61%).

Em escala global, os principais resultados do levantamento foram: 29% dos profissionais dormem menos do que gostariam para dar conta dos compromissos e 52% das empresas reconhecem os esforços de seus gestores para incentivar a flexibilidade. Para os entrevistados, as práticas de trabalho flexíveis também são vantajosas para as empresas, pois ajudam a aumentar a produtividade (72%) e a reter talentos (80%). E, ainda de acordo com os dados, 17% dos profissionais se sentem obrigados a compensar o tempo gasto com compromissos pessoais.

— Muitos profissionais usam as horas em que deveriam estar dormindo para resolver o que não deu tempo de fazer durante o dia. A flexibilidade em relação ao local de trabalho pode ajudar a acabar com as noites mal dormidas — prejudiciais à saúde, à felicidade e, consequentemente, à produtividade dos trabalhadores — afirma Michael Turner, vice-presidente da Regus para a América Latina.

Segundo ele, as empresas hoje dispõem de soluções para incentivar essa flexibilidade, ajudando a melhorar a qualidade de vida e a produtividade de seus trabalhadores.

— É possível trabalhar em ambientes tão profissionais quanto o escritório da empresa, mas mais próximos da casa dos funcionários. As firmas brasileiras ainda precisam abrir os olhos para essa tendência —acrescentou o executivo.

Ao todo, mais de 24 mil pessoas de 90 países participaram da pesquisa, feita pela MindMetre com base no banco de dados mundial da Regus, de mais de um milhão de profissionais.



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