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NOTÍCIAS - Nova terapia para diabetes pode eliminar injeções de insulina - por Ana Beatriz de Melo A Del Tio

Um novo tratamento para o diabetes pode eliminar a necessidade de pacientes tomarem injeções de insulina, afirmam os cientistas que o criaram. A terapia envolve uma cápsula de células geneticamente modificadas implantada sob a pele, liberando automaticamente insulina sempre que necessário. Camundongos diabéticos foram tratados com as células e registraram níveis normais de açúcar no sangue durante várias semanas.

Os pesquisadores esperam obter uma licença para realizar um ensaio clínico testando a tecnologia em pacientes em dois anos. Se esse ensaio for bem sucedido, o tratamento seria poderá ser usado por todos os pacientes com diabetes tipo 1, e para os casos do tipo 2 que exigem injeções de insulina.

— Em 2040, um em cada dez seres humanos no planeta vai sofrer de algum tipo de diabetes, o que é dramático — Martin Fussenegger, que liderou a pesquisa no Instituto Federal Suíço de Tecnologia de Zurique (ETH, na sigla em alemão). — Nós devemos ser capazes de fazer muito mais para ajudar as pessoas a medirem melhor seus índices de glicose.

Segundo Fussenegger, se essa terapia for confirmada como segura e eficaz em humanos, pacientes com diabetes poderiam receber um implante que precisaria ser substituído três vezes por ano. Isso substituiria as injeções, que não controlam perfeitamente os níveis de açúcar no sangue, podendo levar a complicações a longo prazo, incluindo nos olhos, nervos e coração.

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, 5,8% da população acima de 18 anos ou 7,6 milhões de pessoas tem diabetes. A Federação Internacional de Diabetes estima que, em 2040, serão 642 milhões de casos em todo o mundo e 23,2 milhões no Brasil.

O diabetes tipo 1 normalmente começa na infância e é uma doença autoimune em que o corpo mata todas as suas células beta pancreáticas. As células respondem a níveis flutuantes de glicose flutuação do corpo por meio da liberação de insulina, que regula o açúcar no sangue. Sem células beta, os pacientes precisam monitorar a glicose e injetar insulina quando necessário — geralmente, várias vezes ao dia.



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