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NOTÍCIAS - Mononucleose - por Isabel Gomes

Mononucleose é um sintoma, em patologia médica, onde o indivíduo apresenta um número muito alto de leucócitos de um só núcleo celular na corrente sangüínea.

Tipos

Pode ter várias causas, sendo a mais comum delas a infecciosa, em geral causada por vírus. Geralmente, as infecções mais comuns são as provocadas pelo vírus Epstein-Barr (VEB), seguida pelo citomegalovírus (CMV).

A mononucleose infecciosa pode ser contraída com a ingestão de alimentos; carnes mal passadas, sushi e por frutas, legumes e verduras não lavadas corretamente. Louças mal lavadas também podem provocar tal doença.

Sintomas

Embora os sintomas mais expressivos e que exigem cuidado durarem algumas semanas, outros sintomas podem perdurar por diversos meses ou, em alguns casos, por mais de um ano. Entre eles estão o sono em excesso, falta de apetite, de fome e de sede, febres acima dos 39º. O indivíduo que sofreu com a doença deve prestar atenção nesses fatos e procurar se alimentar e se hidratar bem. Entre esses fatores, os meses que se seguem à mononucleose podem vir acompanhados de leves tonturas, principalmente se seguidas de alimentação ou hidratação deficientes.

Mononucleose Infecciosa


A mononucleose infecciosa (MI) clássica, conhecida também como “febre glandular” e “doença do beijo”, é uma enfermidade que apresenta baixa mortalidade e letalidade, manifestando-se de forma aguda e normalmente de forma benigna. É causada por um vírus conhecido como Epstein-Barr (EBV), um gamavírus DNA (Linfocriptovírus) que pertence ao grupo Herpes1, caracterizando-se por ser latente, recorrente e/ou crônico.

A infecção por esse vírus se dá através do contato com a saliva de um indivíduo infectado. Após esse prévio contato, há a penetração do vírus pela orofaringe no tecido linfóide do anel de Waldeyer, ocorrendo uma viremia, acometimento do sistema linforreticular, em especial fígado, baço, medula óssea e pulmões. Esse vírus afeta apenas células do sistema linforreticular humano, mais especificamente os linfócitos B, pois estas células possuem receptores específicos para esse vírus.

A doença pode se iniciar abrupta ou gradualmente, no decorrer de dias e varia muito quanto à severidade e tempo de duração. Em crianças costuma ser mais brande, já em adultos é muito mais severa podendo durar até 8 semanas.

Os primeiros indícios são: febre, calafrio, inapetência, fadiga, mal-estar e sudorese. Também pode estar presente intolerância ao cigarro, vômito, náuseas e fotofobia. Outros sintomas como cefaléia, mialgia e dor de garganta são precoces, frequentes e progressivos.

O diagnóstico é realizado através da analise do quadro clínico, juntamente como exames laboratoriais confirmatórios, pois a sintomatologia não é específica, podendo facilmente, ser confundida com outras doenças. O exame laboratorial é feito através da detecção do anticorpo contra o vírus EBV.