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NOTÍCIAS - Adeus agulhas: adesivo passa em teste para vacina contra a gripe Produto gera resposta imunológica equivalente e sem causar dor - por Ana Beatriz de Melo A Del Tio

Um adesivo desenvolvido por cientistas da Universidade de Emory e do Instituto de Tecnologia da Georgia pode revolucionar a aplicação de vacinas e se tornar um alento para as pessoas que têm medo de agulha. Composto por microagulhas, o adesivo antigripe perfura a pele e inocula o vírus inativado da vacina sem causar dor.




Embora o produto ainda passe pela primeira fase de testes clínicos, já é visto como um sucesso por cientistas, que apontam resposta imunológica equivalente à da vacina convencional.

Os pesquisadores destacam que o maior efeito colateral fruto do uso do medicamento foi a ocorrência de coceira na região onde foi aplicado, relatada por 80% dos pacientes que participaram do estudo. Cerca de 40% dos participantes também se queixaram de vermelhidão na pele. Por outro lado, a avaliação do adesivo no que diz respeito à dor foi extremamente positiva, com 50% menos queixas do que as injeções convencionais.

Para testar a eficácia do produto, os cientistas utilizaram um grupo de 100 pacientes. Entre eles, alguns foram submetidos à vacinação convencional e outros receberam a aplicação do adesivo, que ficou sobre o pulso por 20 minutos. Em alguns casos, os pacientes tiveram o adesivo aplicado por profissionais, em outros, os próprios pacientes colaram o produto na pele. E foi atestada eficácia em ambas situações.

"Poderíamos prever vacinação em casa, no trabalho, ou distribuição via correio", afirmou a pesquisadora Nadine Rouphael, da Universidade de Emory.

Além dos benefícios relacionados ao menor desconforto e praticidade, o adesivo traz outros aspectos positivos. Segundo os cientistas, o produto pode ser descartado em lixo comum, uma vez que as microagulhas são absorvidas pelo corpo do paciente e dissolvidas com o tempo, o que fazer com que o descarte não gere risco de contaminação.

Outro fator favorável do uso do adesivo diz respeito à conservação do material. Enquanto as doses comuns de vacina precisam de condições específicas de armazenamento, o novo produto pode ficar armazenado até um ano sem refrigeração.

Embora a novidade tenha feito sucesso, os pesquisadores apontam que ainda deve demorar para chegar ao mercado, já que ainda precisa passar por mais testes.


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